Identidade soberana
Suas palavras-semente BIP-39 derivam, no seu aparelho, o SCUTA-ID e a chave mestra. Sem servidor de autenticação; ninguém bloqueia sua identidade remotamente.
Identidade que só você controla, mensagens que só o destinatário lê, e uma rede que ninguém desliga do centro. Escrito para ser lido sem jargão pesado — mas sem esconder os detalhes reais.
Suas palavras-semente BIP-39 derivam, no seu aparelho, o SCUTA-ID e a chave mestra. Sem servidor de autenticação; ninguém bloqueia sua identidade remotamente.
O conteúdo é cifrado antes de sair do dispositivo (AES-256-GCM sobre uma chave X25519, assinado com Ed25519). Relay e nós repassam apenas bytes opacos.
Um código curto (Crockford Base32) derivado da sua chave pública. Qualquer aparelho calcula o mesmo, offline, sem coordenação central.
Um binário sem configuração que qualquer voluntário roda. Roteia pacotes cifrados por SCUTA-ID e vê só quem fala com quem — nunca o que é dito.
Uma rede de nós coordenados por DHT Kademlia que guarda nomes, índice de relays, posts públicos e mídia — replicados, sem ponto central de falha.
Cada contato tem um nível. Só Favoritos tentam conexão direta P2P; bloqueados são recusados; o resto passa pelo relay, sem expor seu IP.
Na Scuta, não existe cadastro em um servidor. Ao criar sua identidade, o aplicativo gera uma sequência de palavras no padrão BIP-39 — o mesmo esquema de “frase-semente” usado por carteiras de criptomoedas. Dessa semente, o próprio dispositivo deriva duas coisas: o SCUTA-ID (seu endereço público) e a chave mestra (que cifra seu banco de dados local e seus backups). O processo é determinístico e offline: importar as mesmas palavras em qualquer aparelho reconstrói exatamente a mesma identidade. Ninguém — nem a Scuta — guarda uma senha sua. O outro lado da moeda: se você perder as palavras, não há “esqueci minha senha”.
Toda mensagem privada é cifrada no seu dispositivo antes de tocar qualquer servidor. O núcleo usa um envelope inspirado no padrão do Nostr (NIP-59): uma chave de sessão é combinada por Diffie-Hellman (X25519) entre você e o destinatário, o conteúdo é cifrado com AES-256-GCM e assinado com sua chave Ed25519, de modo que o destinatário confirma que a mensagem é sua e não foi adulterada. O Scuta Relay é um message broker WebSocket — não um proxy cego. Ele autentica cada cliente por assinatura e roteia pacotes de um SCUTA-ID para outro.
Se o relay é o carteiro, o Scuta Node é o “cartório” distribuído da rede — mas sem um cartório central. É uma rede de nós que se coordenam por uma DHT Kademlia (uma tabela de hash distribuída que decide, por distância matemática, qual nó guarda o quê). Cada dado é um evento assinado; nenhum registro entra na rede sem uma assinatura Ed25519 válida do dono. Cada registro é replicado em vários nós (3 por padrão, 6 para conteúdo crítico), então derrubar um nó não apaga nada.
A privacidade da Scuta é “por padrão”: o tráfego passa pelo relay (que esconde seu IP), e conexão direta P2P só é tentada para contatos que você marcou como Favorito. No código, cada contato tem um nível de confiança — Favorito tenta P2P direto; um contato bloqueado tem o envio recusado; os demais vão pelo relay. Assim, expor seu endereço de rede é uma escolha consciente, reservada a quem você confia. Sobre essa base vivem os Clubs: comunidades que qualquer usuário pode hospedar, com registro em diretório de forma voluntária.
O Scuta é um projeto em desenvolvimento ativo, com produtos em estágios diferentes de maturidade. O núcleo de identidade e criptografia e o banco cifrado local com modelo de confiança e P2P estão concluídos. O app Scuta Crow (desktop) está avançado, com chamadas e grupos entregues. O Scuta Node tem as etapas centrais implementadas e já roda em servidor real. Uma versão Web/PWA reusando o núcleo via WASM está em construção. Já o Orbis e o Wolf estão em fases iniciais.
O Scuta é de código aberto (MIT / Apache-2.0). Qualquer pessoa pode rodar um relay ou um nó.